terça-feira, janeiro 21, 2014

Estudo teológico sobre o livro de Judas


Livro:
 Epistola de Judas 

Autor: Provavelmente Judas, irmão de Jesus.

Carater do livro: Livro de caráter Cristológico
Tema: Defesa da fé Cristã

Destino da Carta: Não há evidências internas nem externas que nos asseguram o lugar da composição ou do destino originário desta epistola. Sua saudação pessoal, no entanto e sua descrição vívida dos “falsos irmãos” que se infiltraram na Igreja, sugere um contato de primeira mão com eles talvez enquanto estivesse em alguma viajem missionária (1 Cor.5.9).
Ainda que alguns poucos estudiosos não concordam, a maioria acreditam mesmo que o uso do antigo testamento e dados encontrados em material apocalíptico judaico são uma clara evidência de que seu público alvo “provavelmente consistia em Cristãos Judeus” essa é sim a posição mais indicada. O que temos a certeza é que Judas escreveu “aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo” (versão NVI).
Propósito do livro: Ao escrever essa Epístola Judas tinha o propósito de Advertir a Igreja contra certos hereges que estavam infiltrados nela e encorajar a firmeza na fé.
Enquanto aponta para o julgamento que virá sobre os pervertidos e apóstatas, Judas persuade seus leitores a promover uma vigorosa “Defesa da fé” ao exortar os amados a intensificar disciplinas espirituais para si mesmos (20-21), e a preocupação evangelística para com os outros (22-23). “Fonte: Comentário Bíblico Beacon (CPAD)”
Para desenvolvermos nosso estudo será necessário observar com propriedade os problemas que Judas estava combatendo naquela época.
Dois males notórios em conexão em muitos casos, incomodavam a Igreja no final dos tempos apostólicos e pós apostólicos. Era o problema do Antinomismo e o Gnosticismo.
Os Antinomistas: Afirmavam que a graça os tinha libertado da lei moral. Eles argumentavam que uma vez que a graça pode perdoar qualquer pecado, realmente não importa o que fazemos, porque a graça será tanto mais abundante onde o pecado é maior (Rom.3.8/6.1,15).
Desta forma os hereges transformavam a graça de Deus em uma desculpa para cometer todo tipo de imoralidade (VS. 4, 18, 19). Ao longo dos séculos os antinomistas se rebelaram repetidas vezes na Igreja. E como disse “William Barclay” “continuam existindo” Pessoas que em seu coração negociam o perdão de Deus e que tornam a graça de Deus em desculpa para pecar.
Os Gnósticos: tinham diferentes formas de se expressar, mas seu ensino básico era que “a salvação é alcançada por meio do conhecimento (gnosis)” e não pela fé salvadora em Jesus Cristo. Sua suposição básica era de que o universo é dualista, composto de matéria (que é inerente má) e o Espírito (que é essencial e absolutamente bom). Conseqüentemente o gnosticismo não podia aceitar “plenamente a doutrina bíblica da criação, encarnação ou ressurreição” Eles negavam a trindade e a singularidade de Jesus Cristo como único mediador da criação, revelação e julgamento (VS. 4, 14,15,24,25). Para eles o pecado não tinha nenhuma seriedade moral e por isso não havia uma necessidade real para a obra expiatória de Cristo como a única forma de obter perdão e pureza. Eles criam que a matéria é o princípio do mal; e assim por participar da matéria o corpo físico é o princípio do mal no homem. Assim acreditavam que o sistema do mundo visa destruir a matéria, finalmente, libertando o espírito para seu vôo até a realidade espiritual e final.
Portanto acreditando que o espírito não se corrompe com aquilo que é feito através do corpo e que devemos cooperar com mundo no sentido de destruir a matéria (corpo) eles não só aceitavam como também propagavam a imoralidade e o abuso do corpo para práticas pecaminosas. “Fontes: Comentário Bíblico Beacon (CPAD) e enciclopédia de teologia e filosofia P.N. Champlin (Editora Candeia)”
Consequência: Tais falsos mestres introduziam perturbação e desgraça na comunhão da Igreja.
“Ao desenvolvermos esse estudo observamos que esses assuntos para nós parecem remotos, e que foram apenas problemas vívidos pela Igreja primitiva durante cerca de 150 anos, porem ainda que hoje não tenhamos perturbações diretas com o gnosticismo, contudo problemas similares sempre houve na Igreja, pelo que esta epístola será sempre atual até por que os princípios ímpios que ela denuncia se renovam de geração em geração.”
Sendo assim queremos colocar em prática o que nos exortou Judas no Vs.3 “Batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”
“Isto deixa-nos bem claro que não devemos dar espaço para “inovações” tais como os homens ímpios” (VS.4). “Apalavra chave é “de uma vez por todas” (NVI) (hapax) que é aqui usada como aquilo que foi feito de tal forma que possui validade perpétua e nunca mais precisa ser repetido”
Sendo assim os nossos principais objetivos são Responder as seguintes perguntas:
1º Porque alguém deixaria sua posição de obediência a Deus para se tornar um infiel?
2º Quais os caminhos que usam os infiéis para propagar a sua infidelidade?

3º Como enxergar onde está ou quem é o infiel?
4º Como nos defendermos a nós e a nossos irmãos desses infiéis e de seu fermento?
5º discorrer a luz da bíblia o juízo iminente que já está reservado para os que rejeitam a Cristo, a sua divindade e o seu sacrifício.

1º Porque alguém deixaria sua posição de obediência a Deus para se tornar um infiel?
Ignorância: condição de quem não é instruído, falta de saber, ausência de conhecimento.(DCA)
Insubmissão: ambição por independência, dificuldade em servir, ansiedade por liderança.(DCA)
Egoísmo: amor excessivo a si próprio sem considerar aos interesses alheio.(DCA)(Jd.16)
2º Quais os caminhos que usam os infiéis para propagar a infidelidade?
Simulação: disfarce, fingimento, hipocrisia.(DCA) (Mateus 23.13).
Áreas simuladas:
Carisma: leva o herege a ser visto como vítima e o combatente como rude e grosseiro.
Espiritualidade: Leva o herege a ser visto como alguém que possui uma intimidade superior com Deus.
Prestação de serviço: simulam boa prestação de serviço (se oferece para fazer as coisas).
3º Como enxergar onde está ou quem é o infiel?
Discernimento: Penetração, faculdade de julgar as coisas clara e sensatamente.(DCA)(1 Reis 3.9, 10,11)- (1 Cor. 2.14,15,16)- (Heb.5.14)
Conhecimento Bíblico: informação, idéia, noção. (João 8.32/ prov. 14.6/) no original: e tereis conhecimento e o conhecimento vos libertará.
Desempenhando uma vida de oração: buscando intimidade com Deus. (Daniel 2.22).
Pró ativo: prazer de estar sempre presente, constante proximidade do líder com os liderados.
4º Como nos defendermos a nós e a nossos irmãos desses infiéis e de seu fermento?
Sensibilidade: cuidado em não generalizar, interpretando mal o que tem sinceridade no serviço prestado. (filipenses 2.19-20).
Acautelar: estar de sob aviso, prevenir, precaver (não esperar que o problema aconteça para tomar a devida posição da igreja).( Lucas 12. 1)
Defender agora no sentido, ofensivo, combater, investir contra.
Usando as armaduras que Paulo cita em Efésios 6. 10 ao 20
Oração: tem postura defensiva e ofensiva: por que se trata de uma batalha de ordem espiritual que só se vence com armas espirituais.
Ação: convidar o herege para examinar a bíblia. (João 5.39).
Observar quais os pontos que geram a polemica por diferenças de interpretação e convidar para um estudo bíblico.
Conclusão:
1ºMostrar a luz da bíblia o juízo iminente que já está reservado para os que rejeitam a Cristo, a sua divindade e o seu sacrifício. (Judas 14.15)
2º Mostrar a luz da bíblia a responsabilidade que temos de:
lembrar-nos dos ensinamentos dos apóstolos(17),
Edificar-nos sobre a nossa santíssima fé, orando no Espírito (20),
Conservar-nos na caridade de Deus, pensando na misericórdia do nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna (21)
Apiedar-nos dos estão duvidosos (22).
Judas ao mesmo tempo que assumiu a responsabilidade de combater contra esses infiéis ele repartiu com todos os seus leitores (nós), a responsabilidade de cuidar, zelar de nós mesmos e de alguns que são mais necessitados. (1 Tim.4.16).
Alguns deveres pastorais de Timóteo era: viver uma vida santa, permacer receptivo a operação e dons do Espírito, ensinar a sã doutrina, guardar a fé, e vigiar sua própria vida espiritual, essas coisas eram essenciais a própria salvação de Timóteo e para aqueles a quem ele pastoreava. (bíblia pentecostal).
Bibliografia: “Bíblia versão NVI”, “Fonte: Comentário Bíblico Beacon (CPAD)”, “enciclopédia de teologia e filosofia P.N. Champlin (editora Candeia)”, (dicionário Aurélio).

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