segunda-feira, setembro 08, 2014

Não apagueis o Espírito Santo


INTRODUÇÃO- O Espírito Santo é o bem mais precioso que a Igreja possui aqui na Terra. Jesus prometeu enviá-Lo logo após a sua ascensão ao céu (Jo 14.26; 16.7-14), e isso ocorreu no dia de pentecoste e a partir daquele dia a Igreja não foi mais a mesma. Existem hoje muitas igrejas prósperas materialmente falando, com suntuosos templos, patrimônios e etc. Mas nada disso pode substituir a presença maravilhosa do Espírito Santo. Infelizmente, notamos que em muitos lugares já não se percebe nitidamente a sua presença, isto devido a alguns erros que cometemos contra a sua pessoa provocando assim o e seu afastamento como aconteceu na véspera do dilúvio, com Saul, Sansão, Davi e muitos outros. Citaremos a seguir os principais erros que podemos cometer contra a pessoa do Espírito Santo:


A)    Não crer ou negar a existência do Espírito Santo, antes disto  alguns aspectos precisam ser considerados se não houvesse o Espírito Santo:

•    Não haveria Deus, porque ‘“Deus é Espírito” Jo 4.24
•    Não haveria nada, porque tudo foi criado pelo “mover’ do Espírito Gn 1.2
•    Não haveria o homem, porque este existe e subsiste pelo “fôlego de Deus’ Gn 2.7
•    Não haveria Bíblia e nem a Palavra de Deus II Pe 1.21
•    Não haveria Jesus, pois Ele foi gerado pelo Espírito Santo Mt. 20; Lc 1.35
•    Não haveria salvação para ninguém Mt 1.21; Jo 3.5
•    Não haveria ressurreição de salvos nem vida eterna Rm 8.11

b)    Entristecer Is 63.10; Ef 4.30
c)    Mentir ao Espírito Santo At 5.3
d)    Blasfemar contra o Espírito Santo Mt 12.31-32
e)    Apagar ou extinguir o Espírito Santo, que é o tema desta mensagem, I Tess 5.19.

Veremos a seguir sete razões porque não devemos apagar o Espírito Santo

1-    PERDEMOS A NOÇÃO DO PECADO 

Jo 16.8- E, quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.

2-    PERDEMOS A DIREÇÃO DE DEUS

Jo 16.13- ‘Mas, quando vier aquele Espírito da Verdade, Ele vos guiará em toda a verdade “...
•    Ele guia controlando o movimento dos crentes e da Igreja At 10.19-20
•    Ele guia orientando nas escolhas dos obreiros At 13.1
•    Ele direciona onde a Igreja deve atuar At 16.6

3-    FICAMOS SEM O ENSINO GENUÍNO

Jo 14.26- Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

Ne 9.20- E deste o teu bom Espírito para ensinar; e teu maná não retiraste da sua boca; e água lhes deste na sua sede.
I Co 2.13- mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.

I Jo 2.27- E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis.

“ELE É O MESTRE DA IGREJA”

4-    FICAMOS SEM VIDA ESPIRITUAL E NÃO COMPREENDEMOS AS COIS DE DEUS (I Co 2.13-16)

Jo 6.63- O Espírito é o que vivifica a carne para nada aproveita. As palavras que vos disse são espírito e vida.

Rm 8.11- E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita.

II Co 3.6- o qual nos fez também capazes de serem ministros dum Novo Testamento não da letra, mas do Espírito. Porque a letra mata, e o Espírito vivifica.

5-    PERDEMOS A CERTEZA DE QUE ESTAMOS EM DEUS

Rm 8.16- O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

I Jo 3.24- E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo Espírito que nos tem dado.

I Jo 4.13- Nisto conhecemos que e estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito.

6-    PERDEMOS O PODER PARA O TRABALHO ESPIRITUAL

At 1.8- Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós. E ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

Mq 3.8- Mas, decerto, eu sou cheio da força do Espírito do Senhor e ceio de juízo e de ânimo, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado.

At 4.33- E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles haviam abundante graça.

7-    A IGREJA PERDE A BELEZA DOS DONS ESPIRITUAIS

I Co 12.7-11- Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pele mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos. E a outro, a variedade de línguas. E a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. Nas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

Conclusão: Devemos a cada dia orar como Davi: “não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo” Sl 51.11

quarta-feira, setembro 03, 2014

A Crucificação de Cristo,a partir de um ponto de vista médico

de C. Truman Davis
 

Lendo o livro de Jim Bishop “O Dia Que Cristo Morreu”, eu percebi que durante vários anos eu tinha tornado a crucificação de Jesus mais ou menos sem valor, que havia crescido calos em meu coração sobre este horror, por tratar seus detalhes de forma tão familiar - e pela amizade distante que eu tinha com nosso Senhor. Eu finalmente havia percebido que, mesmo como médico, eu não entendia a verdadeira causa da morte de Jesus. Os escritores do evangelho não nos ajudam muito com este ponto, porque a crucificação era tão comum naquele tempo que, aparentemente, acharam que uma descrição detalhada seria desnecessária. Por isso só temos as palavras concisas dos evangelistas “Então, Pilatos, após mandar açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.”
Eu não tenho nenhuma competência para discutir o infinito sofrimento psíquico e espiritual do Deus Encarnado que paga pelos pecados do homem caído. Mas parecia a mim que como um médico eu poderia procurar de forma mais detalhada os aspectos fisiológicos e anatômicos da paixão de nosso Senhor. O que foi que o corpo de Jesus de Nazaré de fato suportou durante essas horas de tortura?
 
Dados históricos
 
Isto me levou primeiro a um estudo da prática de crucificação, quer dizer, tortura e execução por fixação numa cruz. Eu estou endividado a muitos que estudaram este assunto no passado, e especialmente para um colega contemporâneo, Dr. Pierre Barbet, um cirurgião francês que fez uma pesquisa histórica e experimental exaustiva e escreveu extensivamente no assunto.
Aparentemente, a primeira prática conhecida de crucificação foi realizado pelos persas. Alexandre e seus generais trouxeram esta prática para o mundo mediterrâneo--para o Egito e para Cartago. Os romanos aparentemente aprenderam a prática dos cartagineses e (como quase tudo que os romanos fizeram) rapidamente desenvolveram nesta prática um grau muito alto de eficiência e habilidade. Vários autores romanos (Lívio, Cícero, Tácito) comentam a crucificação, e são descritas várias inovações, modificações, e variações na literatura antiga.
Por exemplo, a porção vertical da cruz (ou “stipes”) poderia ter o braço que cruzava (ou “patibulum”) fixado cerca de um metro debaixo de seu topo como nós geralmente pensamos na cruz latina. A forma mais comum usada no dia de nosso Senhor, porém, era a cruz “Tau”, formado como nossa letra “T”. Nesta cruz o patibulum era fixado ao topo do stipes. Há evidência arqueológica que foi neste tipo de cruz que Jesus foi crucificado. Sem qualquer prova histórica ou bíblica, pintores Medievais e da Renascença nos deram o retrato de Cristo levando a cruz inteira. Mas o poste vertical, ou stipes, geralmente era fixado permanentemente no chão no local de execução. O homem condenado foi forçado a levar o patibulum, pesando aproximadamente 50 quilos, da prisão para o lugar de execução.
Muitos dos pintores e a maioria dos escultores de crucificação, também mostram os cravos passados pelas palmas. Contos romanos históricos e trabalho experimental estabeleceram que os cravos foram colocados entre os ossos pequenos dos pulsos (radial e ulna) e não pelas palmas. Cravos colocados pelas palmas sairiam por entre os dedos se o corpo fosse forçado a se apoiar neles. O equívoco pode ter ocorrido por uma interpretação errada das palavras de Jesus para Tomé, “vê as minhas mãos”. Anatomistas, modernos e antigos, sempre consideraram o pulso como parte da mão.
Um titulus, ou pequena placa, declarando o crime da vítima normalmente era colocado num mastro, levado à frente da procissão da prisão, e depois pregado à cruz de forma que estendia sobre a cabeça. Este sinal com seu mastro pregado ao topo teria dado à cruz um pouco da forma característica da cruz latina.
 
O suor como gotas de sangue
 
O sofrimento físico de Jesus começou no Getsêmani. Em Lucas diz: "E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra." (Lc 22:44) Todos os truques têm sido usados por escolas modernas para explicarem esta fase, aparentemente seguindo a impressão que isto não podia acontecer. No entanto, consegue-se muito consultando a literatura médica. Apesar de muito raro, o fenômeno de suor de sangue é bem documentado. Sujeito a um stress emocional, finos capilares nas glândulas sudoríparas podem se romper, misturando assim o sangue com o suor. Este processo poderia causar fraqueza e choque. Atenção médica é necessária para prevenir hipotermia.
Após a prisão no meio da noite, Jesus foi levado ao Sinédrio e Caifás o sumo sacerdote, onde sofreu o primeiro traumatismo físico. Jesus foi esbofeteado na face por um soldado, por manter-se em silêncio ao ser interrogado por Caifás. Os soldados do palácio tamparam seus olhos e zombaram dele, pedindo para que identificasse quem o estava batendo, e esbofeteavam a Sua face.
A condenação
De manhã cedo, Jesus, surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, é levado ao Pretório da Fortaleza Antônia, o centro de governo do Procurador da Judéia, Pôncio Pilatos. Você deve já conhecer a tentativa de Pilatos de passar a responsabilidade para Herodes Antipas, tetrarca da Judéia. Aparentemente, Jesus não sofreu maus tratos nas mãos de Herodes e foi devolvido a Pilatos. Foi em resposta aos gritos da multidão que Pilatos ordenou que Bar-Abbas fosse solto e condenou Jesus ao açoite e à crucificação.
Há muita diferença de opinião entre autoridades sobre o fato incomum de Jesus ser açoitado como um prelúdio à crucificação. A maioria dos escritores romanos deste período não associam os dois. Muitos peritos acreditam que Pilatos originalmente mandou que Jesus fosse açoitado como o castigo completo dele. A pena de morte através de crucificação só viria em resposta à acusação da multidão de que o Procurador não estava defendendo César corretamente contra este pretendente que supostamente reivindicou ser o Rei dos judeus.
Os preparativos para as chicotadas foram realizados quando o prisioneiro era despido de suas roupas, e suas mãos amarradas a um poste, acima de sua cabeça. É duvidoso se os Romanos teriam seguido as leis judaicas quanto às chicotadas. Os judeus tinham uma lei antiga que proibia mais de 40 (quarenta) chicotadas.
 
O açoite
 
O soldado romano dá um passo a frente com o flagrum (açoite) em sua mão. Este é um chicote com várias tiras pesadas de couro com duas pequenas bolas de chumbo amarradas nas pontas de cada tira. O pesado chicote é batido com toda força contra os ombros, costas e pernas de Jesus. Primeiramente as pesadas tiras de couro cortam apenas a pele. Então, conforme as chicotadas continuam, elas cortam os tecidos debaixo da pele, rompendo os capilares e veias da pele, causando marcas de sangue, e finalmente, hemorragia arterial de vasos da musculatura.
As pequenas bolas de chumbo primeiramente produzem grandes, profundos hematomas, que se rompem com as subseqüentes chicotadas. Finalmente, a pele das costas está pendurada em tiras e toda a área está uma irreconhecível massa de tecido ensangüentado. Quando é determinado, pelo centurião responsável, que o prisioneiro está a beira da morte, então o espancamento é encerrado.
Então, Jesus, quase desmaiando é desamarrado, e lhe é permitido cair no pavimento de pedra, molhado com Seu próprio sangue. Os soldados romanos vêm uma grande piada neste Judeu, que se dizia ser o Rei. Eles atiram um manto sobre os seus ombros e colocam um pau em suas mãos, como um cetro. Eles ainda precisam de uma coroa para completar a cena. Um pequeno galho flexível, coberto de longos espinhos é enrolado em forma de uma coroa e pressionado sobre Sua cabeça. Novamente, há uma intensa hemorragia (o couro do crânio é uma das regiões mais irrigadas do nosso corpo).
Após zombarem dele, e baterem em sua face, tiram o pau de suas mãos e batem em sua cabeça, fazendo com que os espinhos se aprofundem em sua cabeça. Finalmente, cansado de seu sádico esporte, o manto é retirado de suas costas. O manto, por sua vez, já havia aderido ao sangue e grudado nas feridas. Como em uma descuidada remoção de uma atadura cirúrgica, sua retirada causa dor toturante. As feridas começam a sangrar como se ele estivesse apanhando outra vez.

A cruz
Em respeito ao costume dos judeus, os romanos devolvem a roupa de Jesus. A pesada barra horizontal da cruz á amarrada sobre seus ombros, e a procissão do Cristo condenado, dois ladrões e o destacamento dos soldados romanos para a execução, encabeçado por um centurião, começa a vagarosa jornada até o Gólgota. Apesar do esforço de andar ereto, o peso da madeira somado ao choque produzido pela grande perda de sangue, é demais para ele. Ele tropeça e cai. As lascas da madeira áspera rasgam a pele dilacerada e os músculos de seus ombros. Ele tenta se levantar, mas os músculos humanos já chegaram ao seu limite.
O centurião, ansioso para realizar a crucificação, escolhe um observador norte-africano, Simão, um Cirineu, para carregar a cruz. Jesus segue ainda sangrando, com o suor frio de choque. A jornada de mais de 800 metros da fortaleza Antônia até Gólgota é então completada. O prisioneiro é despido - exceto por um pedaço de pano que era permitido aos judeus.
 
A crucificação
 
A crucificação começa: Jesus é oferecido vinho com mirra, um leve analgésico. Jesus se recusa a beber. Simão é ordenado a colocar a barra no chão e Jesus é rapidamente jogado de costas, com seus ombros contra a madeira. O legionário procura a depressão entre os osso de seu pulso. Ele bate um pesado cravo de ferro quadrado que traspassa o pulso de Jesus, entrando na madeira. Rapidamente ele se move para o outro lado e repete a mesma ação, tomando o cuidado de não esticar os ombros demais, para possibilitar alguma flexão e movimento. A barra da cruz é então levantada e colocado em cima do poste, e sobre o topo é pregada a inscrição onde se lê: "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus".
O pé esquerdo agora é empurrado para trás contra o pé direito, e com ambos os pés estendidos, dedos dos pés para baixo, um cravo é batido atraves deles, deixando os joelhos dobrados moderadamente. A vítima agora é crucificada. Enquanto ele cai para baixo aos poucos, com mais peso nos cravos nos pulsos a dor insuportável corre pelos dedos e para cima dos braços para explodir no cérebro – os cravos nos pulsos estão pondo pressão nos nervos medianos. Quando ele se empurra para cima para evitar este tormento de alongamento, ele coloca seu peso inteiro no cravo que passa pelos pés. Novamente há a agonia queimando do cravo que rasga pelos nervos entre os ossos dos pés.
Neste ponto, outro fenômeno ocorre. Enquanto os braços se cansam, grandes ondas de cãibras percorrem seus músculos, causando intensa dor. Com estas cãibras, vem a dificuldade de empurrar-se para cima. Pendurado por seus braços, os músculos peitorais ficam paralisados, e o músculos intercostais incapazes de agir. O ar pode ser aspirado pelos pulmões, mas não pode ser expirado. Jesus luta para se levantar a fim de fazer uma respiração. Finalmente, dióxido de carbono é acumulado nos pulmões e no sangue, e as cãibras diminuem. Esporadicamente, ele é capaz de se levantar e expirar e inspirar o oxigênio vital. Sem dúvida, foi durante este período que Jesus consegui falar as sete frases registradas:
Jesus olhando para os soldados romanos, lançando sorte sobre suas vestes disse:

"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. " (Lucas 23:34)

Ao ladrão arrependido, Jesus disse:

"Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." (Lucas 23:43)

Olhando para baixo para Maria, sua mãe, Jesus disse: “Mulher, eis aí teu filho.” E ao atemorizado e quebrantado adolescente João, “Eis aí tua mãe.” (João 19:26-27)
O próximo clamor veio do início do Salmo 22, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Ele passa horas de dor sem limite, ciclos de contorção, câimbras nas juntas, asfixia intermitente e parcial, intensa dor por causa das lascas enfiadas nos tecidos de suas costas dilaceradas, conforme ele se levanta contra o poste da cruz. Então outra dor agonizante começa. Uma profunda dor no peito, enquanto seu pericárdio se enche de um líquido que comprime o coração.
Lembramos o Salmo 22 versículo 14 “Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.”
Agora está quase acabado - a perda de líquidos dos tecidos atinge um nível crítico - o coração comprimido se esforça para bombear o sangue grosso e pesado aos tecidos - os pulmões torturados tentam tomar pequenos golpes de ar. Os tecidos, marcados pela desidratação, mandam seus estímulos para o cérebro.
Jesus clama “Tenho sede!” (João 19:28)
Lembramos outro versículo do profético Salmo 22 “Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.”
Uma esponja molhada em “posca”, o vinho azedo que era a bebida dos soldados romanos, é levantada aos seus lábios. Ele, aparentemente, não toma este líquido. O corpo de Jesus chega ao extremo, e ele pode sentir o calafrio da morte passando sobre seu corpo. Este acontecimento traz as suas próximas palavras - provavelmente, um pouco mais que um torturado suspiro “Está consumado!”. (João 19:30)
Sua missão de sacrifício está concluída. Finalmente, ele pode permitir o seu corpo morrer.
Com um último esforço, ele mais uma vez pressiona o seu peso sobre os pés contra o cravo, estica as suas pernas, respira fundo e grita seu último clamor: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 23:46).
O resto você sabe. Para não profanar a Páscoa, os judeus pediam para que o réus fossem despachados e removidos das cruzes. O método comum de terminar uma crucificação era por crucificatura, quebrando os ossos das pernas. Isto impedia que a vítima se levantasse, e assim eles não podiam aliviar a tensão dos músculos do peito e logo sufocaram. As pernas dos dois ladrões foram quebradas, mas, quando os soldados chegaram a Jesus viram que não era necessário.
 
Conclusão
 
Aparentemente, para ter certeza da morte, um soldado traspassou sua lança entre o quinto espaço das costelas, enfiado para cima em direção ao pericárdio, até o coração. O verso 34 do capítulo 19 do evangelho de João diz: "E imediatamente verteu sangue e água." Isto era saída de fluido do saco que recobre o coração, e o sangue do interior do coração. Nós, portanto, concluímos que nosso Senhor morreu, não de asfixia, mas de um enfarte de coração, causado por choque e constrição do coração por fluidos no pericárdio.
Assim nós tivemos nosso olhar rápido – inclusive a evidência médica – daquele epítome de maldade que o homem exibiu para com o Homem e para com Deus. Foi uma visão terrível, e mais que suficiente para nos deixar desesperados e deprimidos. Como podemos ser gratos que nós temos o grande capítulo subseqüente da clemência infinita de Deus para com o homem – o milagre da expiação e a expectativa da manhã triunfante da Páscoa.


C. Truman Davis é um Oftalmologista nacionalmente respeitado, vice-presidente da Associação Americana de Oftalmologia, e uma figura ativa no movimento de escolas Cristãs. Ele é o fundador e presidente do excelente Trinity Christian School em Mesa, Arizona, e um docente do Grove City College.

A humilhação e a exaltação de Cristo


Introdução: 

A Epistola aos Filipenses contém menos advertências e mais elogio do que qualquer outra das epistolas de Paulo. É uma carta alegre, calorosa, e embora sem a comum correção paulina, de erros doutrinários, ela tem um valor imenso no ensino da necessidade de progresso e de alegria na fé. Nos anos 60-62 d.C., Paulo estava na prisão em Roma, esperando julgamento. Perto do final deste tempo, Epafrodito, um líder cristão de Filipos, chegou trazendo uma oferta daquela igreja. No caminho para Roma, Epafrodito adoeceu gravemente (Fp 2.25-27.), e, impossibilitado de retornar com seu companheiro, permaneceu com Paulo até poder terminar suas viagens. Paulo o enviou de volta a cidade de Filipos, com esta carta. 


O Tema de Filipenses pode ser encontrado no versículo 25 do capítulo 1: ".... e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo na fé." Este desejo profundo de Paulo para os crentes reflete por toda a carta. 

E nesta carta os crentes são encorajados a desenvolverem uma fé pessoal forte, que não depende de ajudar (Fp 1.27;2.12) I.e, ele os orienta a terem:

1. Progresso (Proveito).

2. Alegria. A palavra grega para alegria aparece nesta pequena epístola, 16 vezes. E traduzida como regozijo, gozo e outros sinônimos, mas a mensagem e claramente uma: a alegria constante e profunda.

3. Fé. O objeto da fé dos filipenses, Cristo, é apresentado de quatro maneiras nesta carta. Um erudito da Bíblia sugeriu a seguinte apresentação:

Ele é a sua vida "...para mim, o viver é Cristo..."Fp 1.21

Ele é seu exemplo: " Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus." Fp 2.5

Ele é seu alvo: " Prossigo para o alvo (Cristo), para o prêmio..." 3.14

Ele é sua fortaleza: "tudo posso naquele que me fortalece."

Fp 4.13 Quando lemos esta carta no seu capítulo dois a parti do versículo 3 ao 11, passamos a aprender sobre. À Humildade e Prontidão em Servi, e temos como maior exemplo a humildade integral de Cristo. Esta passagem e uma das passagens mais controversas da Bíblia, mas estudando-a cuidadosamente, podemos encontra as grandes riquezas desta passagem, tais como:

A HUMILHAÇÃO DE CRISTO: É incorreto dizer que Cristo era Deus e se tornou homem. Cristo é Deus e se tornou o Deus-homem. Esta é a importante verdade que Paulo quer esclarecer aqui nesta passagem escrita sob a inspiração divina.


1. "...Sendo forma de Deus...". A palavra traduzida "sendo", nesta frase, não é a palavra comum para "sendo", mas refere à essência de alguma coisa ou àquilo inato ao seu caráter. Note também que o verbo está no particípio presente. Não se refere, assim, a um estado passado do ser, mas a um estado contínuo. Jesus sempre foi Deus pela sua própria natureza e igual ao Pai. Jo 1.1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Jo 8.58 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou. Jo 17.24 Pai, desejo que onde eu estou, estejam comigo também aqueles que me tens dado, para verem a minha glória, a qual me deste; pois que me amaste antes da fundação do mundo.Cristo, no entanto, não se apegou aos seus direitos divinos, mas abriu mão dos seus privilégios e glória no céu, a fim de que nós, na terra, fôssemos salvos. 1Jo 4.9 ;Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por meio dele vivamos.

2. "...não teve por usurpação ser igual a Deus". Primeiramente , a palavra "usurpação" torna esta frase de difícil compreensão. A palavra seria melhor traduzida como "segurar firmemente". Segundo não foi sua divindade que Cristo não manteve firmemente, mas os direitos, e honrarias desta posição.

3. "...Aniquilou-se a si mesmo...". A palavra traduzida "aniquilo-se" é em grego kenos e deve ser traduzida por esvaziar-se, geralmente usada no sentido de desapossar, difamar ou não usar. I.e., Jesus deixou de lado sua glória celestial (Jo 17.4 Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer.) sua posição; Jo 5.30 Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas à vontade daquele que me enviou. Suas riquezas; 2Co 8.9 pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos. Esse "esvaziar-se" importava não somente em restrição voluntária dos seus atributos e privilégios divinos, mas também na aceitação do sofrimento, da incompreensão, dos maus tratos, do ódio e, finalmente, da morte de maldição na cruz. (Vs 8).

4. "...tomando a forma de servo...". Embora Jesus Cristo permanecesse em tudo divino, ele tomou sobre si uma natureza humana com suas tentações, humilhações e fraquezas, porém sem pecado ("Hb 4.15 Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como eu, em tudo foi tentado, mas sem pecado.").

5. "... fazendo-se semelhante aos homens". A palavra "semelhante" aqui não e "morfe" mas "equema". Lembre-se de que "morfe" se refere a características imutáveis, internas e da natureza . ao contrário, "squema" se refere às características mutáveis, físicas. Nisto Paulo deixa claro que Cristo é perfeitamente homem, mas sem a natureza pecaminosa de Adão.Cristo era um homem puro a semelhança de Adão antes da queda.

6. "...Morte de cruz". A Crucificação era uma morte reservada para os escravos e criminosos perigosos.Dizia-se que um homem crucificado morria mil mortes. No caso de Cristo ele morreu por milhões de Mortes; 2Co 5.21 Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.

A EXALTAÇÃO DE CRISTO( Fp 2.9-11)

Como já observamos, a regra paradoxal no reino de Deus é que ser servo conduz a elevação. Cristo demonstrou esse princípio quando voluntariamente renunciou ao exercício de Sua vontade ( Jô 6.38) e à glória que havia tido com o pai, na eternidade passada (Jô 17.5), para se tornar um servo, Deus-homem. Por causa de sua obediência, o Pai O exaltou acima de todo ser.

1. "...Deus o exaltou...". A palavra aqui traduzida "exaltou" se refere a uma exaltação supereminente; o grau mais alto possível. Ela é usada somente esta vez na Bíblia e se refere à eminência de Cristo.

2. "...Deu-lhe um nome...". Nome aqui significa "grau" ou "título" como usado em Efésios 1.21. A frase seguinte, " nome de Jesus", significa o "titulo que pertence a Cristo".

3. "... Todo o joelho, nos céus, na terra, e debaixo da terra." Este é um modo simbólico de dizer, anjos bons, homens e anjos maus caídos (Jd1.6 ) ou toda criatura vivente, ajoelhar-se-ão e confessarão que Cristo e o Senhor. Is 45.23 Por mim mesmo jurei; já saiu da minha boca a palavra de justiça, e não tornará atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua.

4. "...Para a glória de Deus Pai...". Dentro da Trindade não há ciúmes ou competições. Por esse motivo vemos que o Pai e glorificado com a exaltação do filho.

Conclusão: Deus planejou a salvação de toda a humanidade, demonstrando o seu amor ele enviou o seu único filho, para execultar o seu propósito de nós salvar. E hoje esta salvação esta sendo anunciada pelo Espírito Santo, então se você hoje ouvir a vós do Espírito Santo não endureça o seu coração; mas atente para esta tão grande salvação; Hebreus 2:3 : "Como escaparemos nós se não atentarmos para uma tão grande salvação? a qual começando a ser anunciada pelo Senhor foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram."