quinta-feira, junho 14, 2018

A humilhação e a exaltação de Cristo

Introdução:

A Epistola aos Filipenses contém menos advertências e mais elogio do que qualquer outra das epistolas de Paulo. É uma carta alegre, calorosa, e embora sem a comum correção paulina, de erros doutrinários, ela tem um valor imenso no ensino da necessidade de progresso e de alegria na fé. Nos anos 60-62 d.C., Paulo estava na prisão em Roma, esperando julgamento. Perto do final deste tempo, Epafrodito, um líder cristão de Filipos, chegou trazendo uma oferta daquela igreja. No caminho para Roma, Epafrodito adoeceu gravemente (Fp 2.25-27.), e, impossibilitado de retornar com seu companheiro, permaneceu com Paulo até poder terminar suas viagens. Paulo o enviou de volta a cidade de Filipos, com esta carta.

O Tema de Filipenses pode ser encontrado no versículo 25 do capítulo 1: “…. e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo na fé.” Este desejo profundo de Paulo para os crentes reflete por toda a carta.

E nesta carta os crentes são encorajados a desenvolverem uma fé pessoal forte, que não depende de ajudar (Fp 1.27;2.12)  I.e, ele os orienta a terem:

1. Progresso (Proveito).
2. Alegria. A palavra grega para alegria aparece nesta pequena epístola, 16 vezes. E traduzida como regozijo, gozo e outros sinônimos, mas a mensagem e claramente uma: a alegria constante e profunda.
3. Fé. O objeto da fé dos filipenses, Cristo, é apresentado de quatro maneiras nesta carta. Um erudito da Bíblia sugeriu a seguinte apresentação:

Ele é a sua vida “…para mim, o viver é Cristo…”Fp 1.21
Ele é seu exemplo: ” Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.” Fp 2.5
Ele é seu alvo: ” Prossigo para o alvo (Cristo), para o prêmio…” 3.14
Ele é sua fortaleza: “tudo posso naquele que me fortalece.”Fp 4.13

Quando lemos esta carta no seu capítulo dois a parti do versículo 3 ao 11, passamos a aprender sobre. À Humildade e Prontidão em Servi, e temos como maior exemplo a humildade integral de Cristo. Esta passagem e uma das passagens mais controversas da Bíblia, mas estudando-a cuidadosamente, podemos encontra as grandes riquezas desta passagem, tais como:

A HUMILHAÇÃO DE CRISTO: É incorreto dizer que Cristo era Deus e se tornou homem. Cristo é Deus e se tornou o Deus-homem. Esta é a importante verdade que Paulo quer esclarecer aqui nesta passagem escrita sob a inspiração divina.
1. “…Sendo forma de Deus…”. A palavra traduzida “sendo”, nesta frase, não é a palavra comum para “sendo”, mas refere à essência de alguma coisa ou àquilo inato ao seu caráter. Note também que o verbo está no particípio presente. Não se refere, assim, a um estado passado do ser, mas a um estado contínuo. Jesus sempre foi Deus pela sua própria natureza e igual ao Pai. Jo 1.1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Jo 8.58 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou. Jo 17.24 Pai, desejo que onde eu estou, estejam comigo também aqueles que me tens dado, para verem a minha glória, a qual me deste; pois que me amaste antes da fundação do mundo.Cristo, no entanto, não se apegou aos seus direitos divinos, mas abriu mão dos seus privilégios e glória no céu, a fim de que nós, na terra, fôssemos salvos. 1Jo 4.9 ;Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por meio dele vivamos.
2. “…não teve por usurpação ser igual a Deus”. Primeiramente , a palavra “usurpação” torna esta frase de difícil compreensão. A palavra seria melhor traduzida como “segurar firmemente”. Segundo não foi sua divindade que Cristo não manteve firmemente, mas os direitos, e honrarias desta posição.
3. “…Aniquilou-se a si mesmo…”. A palavra traduzida “aniquilo-se” é em grego kenos e deve ser traduzida por esvaziar-se, geralmente usada no sentido de desapossar, difamar ou não usar. I.e., Jesus deixou de lado sua glória celestial (Jo 17.4 Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer.) sua posição; Jo 5.30 Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas à vontade daquele que me enviou. Suas riquezas; 2Co 8.9 pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos. Esse “esvaziar-se” importava não somente em restrição voluntária dos seus atributos e privilégios divinos, mas também na aceitação do sofrimento, da incompreensão, dos maus tratos, do ódio e, finalmente, da morte de maldição na cruz. (Vs 8).
4. “…tomando a forma de servo…”. Embora Jesus Cristo permanecesse em tudo divino, ele tomou sobre si uma natureza humana com suas tentações, humilhações e fraquezas, porém sem pecado (“Hb 4.15 Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como eu, em tudo foi tentado, mas sem pecado.”).
5. “… fazendo-se semelhante aos homens”. A palavra “semelhante” aqui não e “morfe” mas “equema”. Lembre-se de que “morfe” se refere a características imutáveis, internas e da natureza . ao contrário, “squema” se refere às características mutáveis, físicas. Nisto Paulo deixa claro que Cristo é perfeitamente homem, mas sem a natureza pecaminosa de Adão.Cristo era um homem puro a semelhança de Adão antes da queda.
6. “…Morte de cruz”. A Crucificação era uma morte reservada para os escravos e criminosos perigosos.Dizia-se que um homem crucificado morria mil mortes. No caso de Cristo ele morreu por milhões de Mortes; 2Co 5.21 Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.

A EXALTAÇÃO DE CRISTO( Fp 2.9-11)

Como já observamos, a regra paradoxal no reino de Deus é que ser servo conduz a elevação. Cristo demonstrou esse princípio quando voluntariamente renunciou ao exercício de Sua vontade ( Jô 6.38) e à glória que havia tido com o pai, na eternidade passada (Jô 17.5), para se tornar um servo, Deus-homem. Por causa de sua obediência, o Pai O exaltou acima de todo ser.

1. “…Deus o exaltou…”. A palavra aqui traduzida “exaltou” se refere a uma exaltação supereminente; o grau mais alto possível. Ela é usada somente esta vez na Bíblia e se refere à eminência de Cristo.
2. “…Deu-lhe um nome…”. Nome aqui significa “grau” ou “título” como usado em Efésios 1.21. A frase seguinte, ” nome de Jesus”, significa o “titulo que pertence a Cristo”.
3. “… Todo o joelho, nos céus, na terra, e debaixo da terra.” Este é um modo simbólico de dizer, anjos bons, homens e anjos maus caídos (Jd1.6 ) ou toda criatura vivente, ajoelhar-se-ão e confessarão que Cristo e o Senhor. Is 45.23 Por mim mesmo jurei; já saiu da minha boca a palavra de justiça, e não tornará atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua.
4. “…Para a glória de Deus Pai…”. Dentro da Trindade não há ciúmes ou competições. Por esse motivo vemos que o Pai e glorificado com a exaltação do filho.

Conclusão: Deus planejou a salvação de toda a humanidade, demonstrando o seu amor ele enviou o seu único filho, para executar o seu propósito de nós salvar. E hoje esta salvação esta sendo anunciada pelo Espírito Santo, então se você hoje ouvir a vós do Espírito Santo não endureça o seu coração; mas atente para esta tão grande salvação; Hebreus 2:3 : “Como escaparemos nós se não atentarmos para uma tão grande salvação? a qual começando a ser anunciada pelo Senhor foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram.”

Saudações em Cristo Jesus,

Evangelista Jasson Herculano

Estudo publicado no site Gospel+, acesse:

https://estudos.gospelmais.com.br/a-humilhacao-e-a-exaltacao-de-cristo.html

O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

Para compreender melhor a obra do Espírito Santo, você deve meditar profundamente nas seguintes referências: João 7.37-39; Lucas 24.49,52; Atos 1.12-14; 2.1-4.

> Bênção Prometida (Jl 2.28 29; Is 44.3; Mt 3.11; Jo 14. 16-17).
> Cumprimento (At 2.1-4). 
> Doador do Espírito Santo: JESUS (At 2.32 33; Mt 3.11).

- No NOVO NASCIMENTO: temos um poço
- No BATISMO: temos um rio
- Na REGENERAÇÃO: somos servos
- No BATISMO: somos soldados

CONDIÇÕES PARA RECEBER O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO:

- Ser crente (regenerado/nascido de novo) At 2.38
- Desejar o batismo, crer, pedir, orar (At 1.8; 1.14; Jo 7.37-39).

PARA QUE OCORRA O BATISMO DEVE HAVER:

 Um candidato a ser batizado.
 Um batizador do candidato.
 Um elemento em que o candidato será imerso.

> No Batismo “do” Espírito Santo, o batizador é o Espírito Santo, o candidato é o crente, salvo na pessoa bendita de Jesus, e o elemento batismal é a Igreja.

> No Batismo “com” ou “no” Espírito Santo, O Batizador é Jesus, o candidato é o crente e o mesmo é imerso no Espírito Santo.


NESTA EXPERIÊNCIA O CRENTE RECEBE:

- Revestimento de poder do alto (Lc 24.49). É como alguém já vestido espiritualmente, ser revestido de poder do céu.
- Tem a sua fé aumentada.
- Recebe mais coragem e intrepidez para pregar a palavra.
- Maior disposição para exaltar e glorificar a Deus.
- Maior convicção da presença do Espírito Santo em sua vida.
- Maior convicção do pecado. 
O Batismo é o primeiro passo para a manifestação de outros DONS (1Co 12.4 10). Os ministérios de Jesus e de seus discípulos só tiveram início após receberem a plenitude do Espírito Santo (Mt 3.16; 4.17; Lc 3.21-22; 4.14-19; Atos 2.14-47). 
Ajuda o crente a perseverar na fé (1 Pe 1.5). O Espírito Santo unge o crente revestindo-o de poder para testemunhar, para realizar as obras do Senhor e conhecer a verdade (At 1.8; Is 61.1; Mt 10.19-20; At 10.38; 1 Jo 2.20, 27; Lc 24.49 ). 
"Todo filho de Deus recebe a "unção" (isto é, o Espírito Santo) para guiá-lo na verdade. À medida que os crentes permanecem em Cristo e lêem a Palavra de Deus, o Espírito Santo os ajuda a compreender suas verdades redentoras”. Esses benefícios são potencializados com o batismo no Espírito Santo.

EVIDÊNCIAS DO BATISMO


O falar noutras línguas é a evidência exterior de uma experiência sobrenatural. O batismo no Espírito Santo é uma experiência sobrenatural (At 2.4; 10-45-46; 8.15-18; 19.6; 9.17; 1Co 14.18).

“QUEM NASCE SOB O FOGO NÃO ESMORECE SOB O SOL”.

Cheios do Espírito Santo: A caixa d’água, quanto mais cheia e mais alta, mais pressão e peso têm! Observe que no dia de Pentecostes, não somente os crentes foram cheios, mas também o ambiente. E esta unção ultrapassou as portas do cenáculo e alcançou a multidão das nações que representadas estavam em Jerusalém. Assim, temos que, o verdadeiro e genuíno movimento pentecostal é também um movimento missionário.
Autor: Pastor Marcio Santos

A MORTE DE CRISTO: ALGUNS RESULTADOS E BENEFÍCIOS.


RESULTADOS
> FOI UMA SUBSTITUIÇÃO PELO PECADO


O significado da morte de Cristo apresenta muitas facetas, porém, a mais central – sem a qual as demais não teriam nenhum sentido eterno – é a substituição. Isto simplesmente significa que Cristo morreu no lugar dos pecadores. Em algumas passagens como Mt 28.20: “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” , o próprio Jesus afirma que sua morte seria um pagamento em lugar de muitos.
Sem dúvida alguma, a morte de Cristo foi, ao mesmo tempo, um ato realizado em nosso lugar e em nosso benefício, e não há razão para que não inclua ambas as idéias ao ser usado em relação à morte de Cristo.


> OFERECEU REDENÇÃO DO PECADO 


A doutrina da redenção é edificada sobre três palavras do Novo Testamento. A primeira é uma palavra simples que significa“comprar”, “adquirir” ou “pagar o preço” por alguma coisa. É usada com este sentido comum e cotidiano na parábola do tesouro escondido num campo, que levou o homem a comprar (redimir) o campo (Mt 13.44). Em relação à nossa salvação, a palavra significa pagar o preço que nosso pecado exigiu para que pudéssemos ser redimidos.
A segunda palavra provém do mesmo radical do termo mencionado acima, precedido de uma preposição que lhe intensifica o sentido. Em nossa língua, o termo adquire o sentido de “pagar o preço para tirar do mercado” . Assim, a idéia dessa segunda palavra é que a morte de Cristo, além de pagar o preço do pecado, retirou-nos do mercado de escravos do pecado para nos dar plena certeza de que jamais voltaremos a ser submetidos à servidão e às penalidades do pecado.
A terceira palavra para redenção é totalmente distinta. Seu sentido básico é “soltar”, e isto significa que a pessoa resgatada é libertada no sentido mais completo da palavra. 
Essa libertação é obtida pela ação substitutiva realizada por Cristo, “O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo” (I Tm 2.6); sua base é o sangue de Cristo; o resultado desejado é a purificação de um povo zeloso de boas obras. Assim, a doutrina da redenção significa que os cristãos foram comprados, libertados da escravidão e postos em plena liberdade por causa do derramamento do sangue de Cristo. 

> PRODUZIU RECONCILIAÇÃO

Reconciliar significa “mudar”. A reconciliação produzida pela morte de Cristo significa que o estado de alienação do ser humano em relação a Deus foi alterado, de modo que ele agora pode ser salvo, “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação”(II Co 5.19). 
Quando o homem crê, seu antigo estado de alienação de Deus é transformado, e ele se torna membro da família de Deus. 

> OFERECE PROPICIAÇÃO

Propiciar significa “apaziguar ou satisfazer a Deus”. Isto naturalmente levanta a questão: Por que a divindade precisa ser apaziguada? A resposta bíblica a esta pergunta é simplesmente que o verdadeiro Deus está irado com a humanidade por causa de seu pecado. O tema da ira de Deus aparece frequentemente ao longo da Bíblia, inclusive nos ensinamentos de Cristo. Ira não é apenas o desdobramento impessoal e inevitável da lei da causa e efeito, mas também a intervenção pessoal de Deus na vida da humanidade (Rm 1.18; Ef 5.6).
A morte de Cristo permitiu que Deus desviasse sua ira e recebesse em sua família aqueles que colocam sua fé naquele que a satisfaz, Jesus Cristo. A extensão da obra propiciatória de Cristo é universal: “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo”. (1Jo 2.2), e a base da propiciação é o seu sangue derramado “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Rm 3.25). 
Pelo fato de Cristo ter morrido, Deus está satisfeito. Portanto, não devemos nem precisamos pedir a alguém que realize alguma coisa para satisfazê-lo. Isso significaria tentar apaziguar alguém que já está apaziguado, algo totalmente desnecessário. Antes da cruz, não havia como o indivíduo ter certeza de que Deus ficaria satisfeito com a oferta que lhe era feita. Por isso o publicano orou: “Ó Deus, sê propicio a mim, Pecador!” (Lc 18.13). Hoje, tal oração já foi respondida, pois Deus já foi propiciado pela morte de Cristo. Assim, a nossa mensagem aos homens hoje não deve sugerir de modo algum que eles podem agradar ou satisfazer a Deus praticando alguma ação, mas que podem alegrar-se e descansar com o sacrifício de Cristo, que satisfez completamente a ira de Deus. 


> JULGOU A NATUREZA PECAMINOSA

A morte de Cristo nos trouxe um beneficio importante ao tornar inoperante o poder prevalecente de nossa natureza pecaminosa (Rm 6.1-10). Embora este conceito não seja fácil de entender, Paulo diz que nossa união com Cristo pelo batismo envolve a participação em sua morte, de modo que estamos mortos para o pecado.
A crucificação do cristão com Cristo significa separação do domínio do pecado sobre sua vida. Em Romanos 6.1 Paulo pergunta: “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?”, no verso 2, o próprio apóstolo responde: “De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”.
O cristão está livre, portanto, para viver uma vida agradável a Deus. Embora ainda seja possível ouvir e seguir as instigações do pecado, este nunca será capaz de reconquistar o domínio e o controle que possuía antes da nossa conversão. 

É A BASE PARA A PURIFICAÇÃO DO PECADO DO CRISTÃO 


O sangue de Cristo é a base de nossa purificação continua do pecado: “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”. (1Jo 1.7). Isto não significa que haja uma recrucificação ou uma imersão em sangue, com o qual o cristão que pecar será tocado. Significa que o sacrifício definitivo de nosso Senhor oferece purificação constante ao cristão quando peca. Nossa posição de membros da família de Deus é mantida pela morte de Cristo; nossa comunhão familiar é restaurada pela confissão do pecado. 

BENEFÍCIOS


Dentre as bênçãos quase incontáveis da salvação, há muitas que são evidentes para os cristãos, pois podem ser experimentadas, como a oração, por exemplo. Muitas outras, porém, não são experimentadas em si mesmas (embora possamos experimentar seus efeitos) e nem sempre são devidamente compreendidas. Apesar disso, são imprescindíveis para uma vida cristã exemplar:

> JUSTIFICAÇÃO 


O fato de a morte de Cristo nos tornar aceitáveis diante de Deus é expresso em doutrinas como a redenção: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24), a reconciliação: “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação” (II Co 5.19), o perdão: “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus” (Rm 3.25), à libertação: “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13), a aceitação no Amado: “Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado” (Ef 1.6), a certeza da glorificação futura: “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou” (Rm 8.30) e a justificação: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24). 
O meio para obter a justificação é a fé (Rm 3.22, 25, 28, 30). Ela nunca é a base ou causa da justificação, mas o meio ou canal pelo qual a graça de Deus pode imputar a justiça de Cristo ao pecador que crê. Quando cremos, Deus “deposita em nossa conta” tudo aquilo que Cristo é e, assim, somos absolvidos. Logo, Deus pode anunciar legitimamente a nossa absolvição, um pronunciamento chamado “Justificação”

> ADOÇÃO 
Adoção é um benefício particularmente maravilhoso da morte de Cristo para o cristão. A doutrina é ensinada de maneira mais clara apenas por Paulo, pois ele nos revela que somos adotados como filhos. É verdade que somos filhos de Deus pelo novo nascimento, mas também é verdade eu somos adotados na família de Deus. No ato da adoção, uma criança de determinada família é tomada por uma pessoa de outra família, colocada nessa nova família e considerada filha legitima com todos os privilégios e responsabilidades inerentes a esse novo relacionamento.
O quadro retratado pela filiação ou geração espiritual é o do novo nascimento, crescimento, desenvolvimento e maturidade espiritual; a idéia é a do pleno privilégio na família de Deus. A adoção concede um novo status àquele que recebe a Cristo.
Os resultados da adoção consistem na libertação da escravidão, de tutores e da carne (Gl 4.1-5; Rm 8.14-17), e é o Espírito Santo eu nos capacita para desfrutar dos privilégios de nossa posição.